La Tempestate
segunda-feira, setembro 30, 2002
Senhora das Tempestades - III
Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma
nasce uma estrela cadente de chegares
e há um poema escrito em páginas nenhuma
quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.
Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma
nasce uma estrela cadente de chegares
e há um poema escrito em páginas nenhuma
quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.
quinta-feira, setembro 26, 2002
Senhora das Tempestades - II
Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento
há uma lua do avesso quando chegas
crepúsculos carregados de presságios e o lamento
dos que morrem nos naufrágios Senhora das vozes negras.
Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento
há uma lua do avesso quando chegas
crepúsculos carregados de presságios e o lamento
dos que morrem nos naufrágios Senhora das vozes negras.
quarta-feira, setembro 25, 2002
Senhora das Tempestades - I
Senhora das tempestades e dos mistérios originais
quando tu chegas a terra treme do lado esquerdo
trazes o terremoto a assombração as conjunções fatais
e as vozes negras da noite Senhora do meu espanto e do meu medo.
Senhora das tempestades e dos mistérios originais
quando tu chegas a terra treme do lado esquerdo
trazes o terremoto a assombração as conjunções fatais
e as vozes negras da noite Senhora do meu espanto e do meu medo.
terça-feira, setembro 24, 2002
" Horizontes cinzentos contorcem-se em gritos, silvos, berros e urros.
Num parto delirante, nos entregam tempestades que, famintas, transformam tudo à volta.
Vago pelo mundo, tempestade de mim mesma, andarilha sem norte.
Devorando e semeando tempestades a cada passo. "
Num parto delirante, nos entregam tempestades que, famintas, transformam tudo à volta.
Vago pelo mundo, tempestade de mim mesma, andarilha sem norte.
Devorando e semeando tempestades a cada passo. "
segunda-feira, setembro 23, 2002
Tempestades
Mis labios te claman anhelantes
e esta noche ávida de deseo
saciar mi sed de amarte,
hasta embriagarme de tu amor experto.
Con la fuerza desatada de mil tempestades
con el fuego ardiente de mil volcanes
arranca de mi piel con tus caricias suaves
gritos de placer de este cuerpo amante.
Apaga el fuego que me quema por dentro;
apacigua la fiera que ruge bravía,
déjate amar con ferocidad sensual, no un momento...
quizás un día... o toda una vida.
Mis labios te claman anhelantes
e esta noche ávida de deseo
saciar mi sed de amarte,
hasta embriagarme de tu amor experto.
Con la fuerza desatada de mil tempestades
con el fuego ardiente de mil volcanes
arranca de mi piel con tus caricias suaves
gritos de placer de este cuerpo amante.
Apaga el fuego que me quema por dentro;
apacigua la fiera que ruge bravía,
déjate amar con ferocidad sensual, no un momento...
quizás un día... o toda una vida.
sábado, setembro 21, 2002
Fiz uma pergunta
ao mar, à profundeza
e, entre os animais, e às criaturas que ratejam.
Fiz uma pergunta aos ventos que sopram
e aos seres que o mar encerra.
Fiz uma pergunta aos céus, ao sol, à lua e às estrelas
e a todas as criaturas a volta da minha carne:
Minha pergunta era o olhar que eu lhes lançava.
Sua resposta era sua infinita beleza.
ao mar, à profundeza
e, entre os animais, e às criaturas que ratejam.
Fiz uma pergunta aos ventos que sopram
e aos seres que o mar encerra.
Fiz uma pergunta aos céus, ao sol, à lua e às estrelas
e a todas as criaturas a volta da minha carne:
Minha pergunta era o olhar que eu lhes lançava.
Sua resposta era sua infinita beleza.
sexta-feira, setembro 20, 2002
ONA GAIA
Transformar todas as tempestades
em cores de uma luz sem fim
dos relâmpagos à eletricidade
das tempestades à alteridade
&
Lançar ao tempo todos os ídolos
e pedras rolarão pelo vento
da inatividade ao movimento
da eternidade a qualquer momento.
Transformar todas as tempestades
em cores de uma luz sem fim
dos relâmpagos à eletricidade
das tempestades à alteridade
&
Lançar ao tempo todos os ídolos
e pedras rolarão pelo vento
da inatividade ao movimento
da eternidade a qualquer momento.
terça-feira, setembro 17, 2002
A Arca, as Tempestades e as Flores de Fúria
Às vezes, quando menos esperamos, uma doida tempestade explode de repente dentro do nosso peito: não há como conter? Nossos horizontes internos ficam carregados de nuvens, e palavras-relâmpagos saltam sem que queiramos da nossa boca. Raios, trovões, coriscos-ariscos, o coração batendo tanto, a boca seca e o desejo de que tudo, tudo acabe no grande mar das nossas mágoas.
No entanto, as mais doidas tempestades não são essas... são as outras, as que silenciosamente amealhamos em nossos peitos, cérebros. Colhidas no dia após dia, no "eu não me importo com nada, já passou", produzem suas flores de fúria, seus contornos dilacerantes, seus espinhos parados na garganta. Arquitetadas, guardadas, silenciosas, elas tecem e retecem palavras, não perdoam, balançam-se na rede do esperar, rangem portas, fazem o velocímetro do carro marcar 160. Estão lá, dentro de nós, como se esperando o momento. E vão crescendo em seu rio de mal entendidos, em seu vulcão de lavas, em suas chuvas de cinzas, em seus copos de bordas cortantes, trincadas, onde o lábio que pousa sangra dissimuladamente.
Essas, são as piores tempestades humanas, certamente.
Tais tempestades guardadas em nós são o perigo. Tecidas no silêncio da mágoa, crescem como pão e seu fermento, transbordam suas labaredas ruivas. Quando tentamos domar a fúria de uma delas (às vezes são muitas...) perdemos os sentimentos e ficamos cegos: nada mais nos importa, a não ser cultivá-las em vasos trágicos, plantá-las em jardins infernais, reencontrá-las a cada manhã com seu gosto acre de pânico, azedume de nojo, textura de espinhos.
Quando explodimos, as tempestades ainda são rasas, por mais que doam.
Mas quando amealhamos em silêncio o negrume dos ventos e a fúria dos venenos, ah, há sempre um gosto amargo de bílis em nossa boca...
E, então, quando menos esperamos, as barragens se rompem: silenciosas, destruidoras; ancoradas no silêncio, impassíveis, mortalmente quietas, elas têm o dom de fazer desaparecer castelos, luas, montanhas, Saturno e seus anéis.
Para dispará-las, basta um quase-nada e uma nuvem de sangue nos cobre os olhos, nos mostra a faca, nos coloca o dedo no gatilho. Mas nenhum som se faz. Talvez como o Dilúvio bíblico, todas as coisas submerjam para nunca, nunca mais. Em mais completo silêncio, atroz como o pior de todos os silêncios.
E nossa Arca, ao baixarem as águas, permanece sobre o Ararat de nossas vidas, sem que queiramos jamais olhar para baixo e nem recomeçar.
Às vezes, quando menos esperamos, uma doida tempestade explode de repente dentro do nosso peito: não há como conter? Nossos horizontes internos ficam carregados de nuvens, e palavras-relâmpagos saltam sem que queiramos da nossa boca. Raios, trovões, coriscos-ariscos, o coração batendo tanto, a boca seca e o desejo de que tudo, tudo acabe no grande mar das nossas mágoas.
No entanto, as mais doidas tempestades não são essas... são as outras, as que silenciosamente amealhamos em nossos peitos, cérebros. Colhidas no dia após dia, no "eu não me importo com nada, já passou", produzem suas flores de fúria, seus contornos dilacerantes, seus espinhos parados na garganta. Arquitetadas, guardadas, silenciosas, elas tecem e retecem palavras, não perdoam, balançam-se na rede do esperar, rangem portas, fazem o velocímetro do carro marcar 160. Estão lá, dentro de nós, como se esperando o momento. E vão crescendo em seu rio de mal entendidos, em seu vulcão de lavas, em suas chuvas de cinzas, em seus copos de bordas cortantes, trincadas, onde o lábio que pousa sangra dissimuladamente.
Essas, são as piores tempestades humanas, certamente.
Tais tempestades guardadas em nós são o perigo. Tecidas no silêncio da mágoa, crescem como pão e seu fermento, transbordam suas labaredas ruivas. Quando tentamos domar a fúria de uma delas (às vezes são muitas...) perdemos os sentimentos e ficamos cegos: nada mais nos importa, a não ser cultivá-las em vasos trágicos, plantá-las em jardins infernais, reencontrá-las a cada manhã com seu gosto acre de pânico, azedume de nojo, textura de espinhos.
Quando explodimos, as tempestades ainda são rasas, por mais que doam.
Mas quando amealhamos em silêncio o negrume dos ventos e a fúria dos venenos, ah, há sempre um gosto amargo de bílis em nossa boca...
E, então, quando menos esperamos, as barragens se rompem: silenciosas, destruidoras; ancoradas no silêncio, impassíveis, mortalmente quietas, elas têm o dom de fazer desaparecer castelos, luas, montanhas, Saturno e seus anéis.
Para dispará-las, basta um quase-nada e uma nuvem de sangue nos cobre os olhos, nos mostra a faca, nos coloca o dedo no gatilho. Mas nenhum som se faz. Talvez como o Dilúvio bíblico, todas as coisas submerjam para nunca, nunca mais. Em mais completo silêncio, atroz como o pior de todos os silêncios.
E nossa Arca, ao baixarem as águas, permanece sobre o Ararat de nossas vidas, sem que queiramos jamais olhar para baixo e nem recomeçar.
segunda-feira, setembro 16, 2002
Tempestades
Era tão pesada minha aparência
Mal podia respirar...fatigava-me tudo
Ao menor esforço sentia-me cansada
Sobrevivente de um tenebroso temporal
Fuzilavam-me coriscos, ribombavam trovões
E uivavam vendavais lamacentos de explosões
Tempestades cruéis rasgaram minha vida
Dilacerando minh'alma e rasgando minhas vestes
Torrentes desceram em fios de ouro e cristal
Das nuvens noturnas me ameaçando afogar
Sou sobrevivente, renasço sempre e sempre
Surjo gloriosa como mulher agraciada pelos Deuses
Cessaram as águas, calaram-se os ventos...
Fiquei lavada da poeira da estrada deste mundo ignoto
E fico eu, somente eu,que a feroz tempestade provou
Mas não conseguiu me roubar...
Era tão pesada minha aparência
Mal podia respirar...fatigava-me tudo
Ao menor esforço sentia-me cansada
Sobrevivente de um tenebroso temporal
Fuzilavam-me coriscos, ribombavam trovões
E uivavam vendavais lamacentos de explosões
Tempestades cruéis rasgaram minha vida
Dilacerando minh'alma e rasgando minhas vestes
Torrentes desceram em fios de ouro e cristal
Das nuvens noturnas me ameaçando afogar
Sou sobrevivente, renasço sempre e sempre
Surjo gloriosa como mulher agraciada pelos Deuses
Cessaram as águas, calaram-se os ventos...
Fiquei lavada da poeira da estrada deste mundo ignoto
E fico eu, somente eu,que a feroz tempestade provou
Mas não conseguiu me roubar...
Eu sou tua Tempestade
Toma as minhas mãos criança !
Eu sou tua tempestade,
Sou a sombra que te alucina,
Sou quem rompe os teus laços
E te empurra para o espaço
Numa longa viagem de buscas e de solidão.
Enxuga pois tuas lágrimas
Pois nesta viagem de tempestades,
Preciso saber-te guerreira,
Preciso saber-te inteira
E inteiramente entregue as tuas paixões.
Não me peças certezas, menina!
Pois para os filhos do incerto
Só existem trilhas, caminhos e peregrinação.
Toma as minhas mãos criança !
Eu sou tua tempestade,
Sou a sombra que te alucina,
Sou quem rompe os teus laços
E te empurra para o espaço
Numa longa viagem de buscas e de solidão.
Enxuga pois tuas lágrimas
Pois nesta viagem de tempestades,
Preciso saber-te guerreira,
Preciso saber-te inteira
E inteiramente entregue as tuas paixões.
Não me peças certezas, menina!
Pois para os filhos do incerto
Só existem trilhas, caminhos e peregrinação.
sexta-feira, setembro 13, 2002
Como um veleiro caminhando pelas ondas bravas
de uma tempestade em que tudo era inimigo
no mau tempo a chuva com o vento se amigava
só no teu porto pude encontrar algum abrigo
de uma tempestade em que tudo era inimigo
no mau tempo a chuva com o vento se amigava
só no teu porto pude encontrar algum abrigo
Quem é mal e violento
Não viu bem esta verdade:
- Quem procura espalhar vento
Colhe sempre tempestade.
Não viu bem esta verdade:
- Quem procura espalhar vento
Colhe sempre tempestade.
quinta-feira, setembro 12, 2002
Seguranças durante Tempestades
Se a tempestade for muito violenta e você estiver em um terreno plano bem grande, o melhor é se deitar no chão até que o tempo melhore. Melhor ficar molhado do que ficar torrado!
Nunca fique perto de árvores muito altas, cercas de arame farpado ou fios de energia elétrica, porque esses objetos atraem raios.
Evite viajar durante uma tempestade.
Nunca use o telefone (nem o celular) durante uma tempestade forte, porque pode atrair um raio.
Se estiver na rua e uma violenta tempestade começar, procure abrigo em uma construção de alvenaria. Evite ficar perto de lugares com fios elétricos soltos ou com tapumes, sucata etc. que possam voar para cima de você e causar ferimentos.
Evite continuar andando na chuva, se a rua começar a encher muito. Você pode cair em um buraco e se afogar, porque não consegue ver aonde pisa!
Se a tempestade for muito violenta e você estiver em um terreno plano bem grande, o melhor é se deitar no chão até que o tempo melhore. Melhor ficar molhado do que ficar torrado!
Nunca fique perto de árvores muito altas, cercas de arame farpado ou fios de energia elétrica, porque esses objetos atraem raios.
Evite viajar durante uma tempestade.
Nunca use o telefone (nem o celular) durante uma tempestade forte, porque pode atrair um raio.
Se estiver na rua e uma violenta tempestade começar, procure abrigo em uma construção de alvenaria. Evite ficar perto de lugares com fios elétricos soltos ou com tapumes, sucata etc. que possam voar para cima de você e causar ferimentos.
Evite continuar andando na chuva, se a rua começar a encher muito. Você pode cair em um buraco e se afogar, porque não consegue ver aonde pisa!
Epílogo de "A Tempestade"
Meu poder já não existe,
Só minha força persiste
E é debil: mas é verdade
Que ou fico, à vossa vontade,
Ou será Nápoles. - Não,
Tenho o ducado na minha mão,
Perdoei de alma serena,
Mereço escapara à pena
Libertai-me, pois, da ilha,
Com vossas mãos maravilha!
Vosso sopro às minhas velas,
Ou meu sonho se esfacela,
De agradar-vos. E ora em falta
Do feitiço que me exalta
O meu fim é o desalento.
Só de orações eu me sustento:
Que assaltem bem forte,
Os muros de minha sorte.
Perdão que há vez de pedir,
Dai-me igual. Deixai-me ir.
Willian Shakespeare
Meu poder já não existe,
Só minha força persiste
E é debil: mas é verdade
Que ou fico, à vossa vontade,
Ou será Nápoles. - Não,
Tenho o ducado na minha mão,
Perdoei de alma serena,
Mereço escapara à pena
Libertai-me, pois, da ilha,
Com vossas mãos maravilha!
Vosso sopro às minhas velas,
Ou meu sonho se esfacela,
De agradar-vos. E ora em falta
Do feitiço que me exalta
O meu fim é o desalento.
Só de orações eu me sustento:
Que assaltem bem forte,
Os muros de minha sorte.
Perdão que há vez de pedir,
Dai-me igual. Deixai-me ir.
Willian Shakespeare
A Tempestade
William Shakespeare - 125 páginas
Uma história de dor e reconciliação. Última peça escrita por Shakespeare, A tempestade é uma história de vingança, é uma história de amor, é uma história de conspirações oportunistas, e é uma história que contrapõe a figura disforme, selvagem, pesada dos instintos animais que habitam o homem à figura etérea, incorpórea, espiritualizada de altas aspirações humanas, como o desejo de liberdade e a lealdade grata e servil.
Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num ato de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar, água ou fogo.
Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha seus desafetos (no intuito de levá-los à insanidade mental) e um príncipe, noivo em potencial para a filha.
Se o amor acontece entre os dois jovens, se a vingança de Próspero é bem-sucedida, se Caliban modifica-se quando conhece os poderes inebriantes do vinho numa cena cômica com outros dois bêbados, tudo isso Shakespeare nos revela no enredo desta que por muitos é considerada sua obra-prima – uma história de dor e reconciliação.
William Shakespeare - 125 páginas
Uma história de dor e reconciliação. Última peça escrita por Shakespeare, A tempestade é uma história de vingança, é uma história de amor, é uma história de conspirações oportunistas, e é uma história que contrapõe a figura disforme, selvagem, pesada dos instintos animais que habitam o homem à figura etérea, incorpórea, espiritualizada de altas aspirações humanas, como o desejo de liberdade e a lealdade grata e servil.
Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num ato de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo em terra, homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que pode se metamorfosear em ar, água ou fogo.
Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha seus desafetos (no intuito de levá-los à insanidade mental) e um príncipe, noivo em potencial para a filha.
Se o amor acontece entre os dois jovens, se a vingança de Próspero é bem-sucedida, se Caliban modifica-se quando conhece os poderes inebriantes do vinho numa cena cômica com outros dois bêbados, tudo isso Shakespeare nos revela no enredo desta que por muitos é considerada sua obra-prima – uma história de dor e reconciliação.
quarta-feira, setembro 11, 2002
Tempestade
Uma tempestade é simplesmente um estado de confusão na atmosfera, como ventos fortes, chuva torrencial, neve ou todas juntas.Cada tipo de tempestade, tornados, furacões e tufões seguem um ciclo de tempo e ocorrem em determinadas estações do ano.
Vendavais
A maioria das tempestades são acompanhadas por ventos de alta velocidade. As tempestades de vento, ou vendavais, tem pouca chuva e ocorrem quando as áreas de alta pressão e as de baixa pressão de ar se encontram. Essas áreas também tem grande diferença de temperatura. O ar mais quente sobe e o mais frio cai. Os meteorologistas e marinheiros consideram tempestade quando os ventos alcançam mais de 100 km por hora. Os vendavais são assim chamados quando os ventos ficam entre 35 e 70 km por hora. Mas as tempestades de neve podem ocorrer até mesmo sem qualquer vento. Tempestades de areia ocorrem em áreas em que a exploração da terra deixou a terra exposta e seca. Os ventos levantam partículas do solo desmatado e pode carregar essas partículas por centenas de quilômetros.
É possível provocar chuva artificialmente. Quando as condições de tempo são favoráveis, um avião pode jogar gelo seco em uma nuvem para fazer chover.
Ciclones e Tornados
Tornados ocorrem em condições violentas de tempestade. Ventos correm em diferentes direções dentro de um poderoso redemo- inho. A força centrífuga joga o ar para longe do centro deixando no meio um miolo de baixa pressão. Nesse miolo de baixa pressão os ventos podem alcançar 500 km por hora ou mais. Em cima, ele é esbranquiçado, mas, na parte de baixo, ele é escuro, devido as partículas que carrega e os destroços de pedras, árvores e até mesmo pedaços de carros e prédios. Quando a parte debaixo do funil toca um prédio, as partículas funcionam como uma serra, cortando tudo em que toca. Geralmente eles correm para o leste a 40 até 60 km por hora.
Uma tempestade é simplesmente um estado de confusão na atmosfera, como ventos fortes, chuva torrencial, neve ou todas juntas.Cada tipo de tempestade, tornados, furacões e tufões seguem um ciclo de tempo e ocorrem em determinadas estações do ano.
Vendavais
A maioria das tempestades são acompanhadas por ventos de alta velocidade. As tempestades de vento, ou vendavais, tem pouca chuva e ocorrem quando as áreas de alta pressão e as de baixa pressão de ar se encontram. Essas áreas também tem grande diferença de temperatura. O ar mais quente sobe e o mais frio cai. Os meteorologistas e marinheiros consideram tempestade quando os ventos alcançam mais de 100 km por hora. Os vendavais são assim chamados quando os ventos ficam entre 35 e 70 km por hora. Mas as tempestades de neve podem ocorrer até mesmo sem qualquer vento. Tempestades de areia ocorrem em áreas em que a exploração da terra deixou a terra exposta e seca. Os ventos levantam partículas do solo desmatado e pode carregar essas partículas por centenas de quilômetros.
É possível provocar chuva artificialmente. Quando as condições de tempo são favoráveis, um avião pode jogar gelo seco em uma nuvem para fazer chover.
Ciclones e Tornados
Tornados ocorrem em condições violentas de tempestade. Ventos correm em diferentes direções dentro de um poderoso redemo- inho. A força centrífuga joga o ar para longe do centro deixando no meio um miolo de baixa pressão. Nesse miolo de baixa pressão os ventos podem alcançar 500 km por hora ou mais. Em cima, ele é esbranquiçado, mas, na parte de baixo, ele é escuro, devido as partículas que carrega e os destroços de pedras, árvores e até mesmo pedaços de carros e prédios. Quando a parte debaixo do funil toca um prédio, as partículas funcionam como uma serra, cortando tudo em que toca. Geralmente eles correm para o leste a 40 até 60 km por hora.
Disfarce na Tempestade
Chuvas, relâmpagos e trovões
Me disfarçam neste mundo inclemente
Onde a voz do coração é sufocada
Pelo ódio, do ciúme à trama urdida
Não importa tanto amor haja plantado
Ventos fortes me fustigam, doloroso
Os trovões são ameaças antecipadas
Do clarão assustador do raio tétrico
Este clima no entanto me disfarça
Esse barulho ensurdece a minha volta
E abafa com muita perfeição
Os soluços que escapam do meu peito
Cada relâmpago que atira os seus raios
Faz o favor de iluminar as minhas trevas
De jogar minha imagem em lama fria
E a promessa de encurtar a minha sina
Prá completar o disfarce desse trapo
E evitar constrangimento em toda gente
As suas lágrimas se misturam com a chuva
E não causam do a mundo piedade!
Chuvas, relâmpagos e trovões
Me disfarçam neste mundo inclemente
Onde a voz do coração é sufocada
Pelo ódio, do ciúme à trama urdida
Não importa tanto amor haja plantado
Ventos fortes me fustigam, doloroso
Os trovões são ameaças antecipadas
Do clarão assustador do raio tétrico
Este clima no entanto me disfarça
Esse barulho ensurdece a minha volta
E abafa com muita perfeição
Os soluços que escapam do meu peito
Cada relâmpago que atira os seus raios
Faz o favor de iluminar as minhas trevas
De jogar minha imagem em lama fria
E a promessa de encurtar a minha sina
Prá completar o disfarce desse trapo
E evitar constrangimento em toda gente
As suas lágrimas se misturam com a chuva
E não causam do a mundo piedade!
Para afastar a Tempestade
ORAÇÃO - Senhor, nós Vos pedimos que afasteis da Vossa casa os espíritos malfazejos e que termine o flagelo das tempestades. Por Nosso Senhor...
SECRETA - Nós Vos oferecemos, Senhor, louvores e dons, dando-Vos graças pelos benefícios que nos concedestes e pedindo-Vos, humildemente, que no-los concedeis para sempre. Por Nosso Senhor...
DEPOIS DA COMUNHÃO - Ó Deus todo-poderoso e eterno, que nos curais, castigando-nos, e nos conservai, perdoando-nos, concedei-nos a graça que, humildmente, Vos pedimos, de vivermos felizes na tranquila e tão desejada consolação e de possuirmos sempre o dom da Vossa piedade. Por Nosso Senhor...
ORAÇÃO - Senhor, nós Vos pedimos que afasteis da Vossa casa os espíritos malfazejos e que termine o flagelo das tempestades. Por Nosso Senhor...
SECRETA - Nós Vos oferecemos, Senhor, louvores e dons, dando-Vos graças pelos benefícios que nos concedestes e pedindo-Vos, humildemente, que no-los concedeis para sempre. Por Nosso Senhor...
DEPOIS DA COMUNHÃO - Ó Deus todo-poderoso e eterno, que nos curais, castigando-nos, e nos conservai, perdoando-nos, concedei-nos a graça que, humildmente, Vos pedimos, de vivermos felizes na tranquila e tão desejada consolação e de possuirmos sempre o dom da Vossa piedade. Por Nosso Senhor...
terça-feira, setembro 10, 2002
A Tempestade
Tempestade foi feita p'ra você que é menino.
— Menino, vem para dentro,
olha a chuva lá na serra,
olha como vem o vento!
— Ah! como a chuva é bonita
e como o vento é valente!
— Não sejas doido, menino,
esse vento te carrega,
essa chuva te derrete!
— Eu não sou feito de açúcar
para derreter na chuva.
Eu tenho força nas pernas
para lutar contra o vento!
E enquanto o vento soprava
e enquanto a chuva caía,
que nem um pinto molhado,
teimoso como ele só:
— Gosto da chuva com vento,
gosto de vento com chuva!
Tempestade foi feita p'ra você que é menino.
— Menino, vem para dentro,
olha a chuva lá na serra,
olha como vem o vento!
— Ah! como a chuva é bonita
e como o vento é valente!
— Não sejas doido, menino,
esse vento te carrega,
essa chuva te derrete!
— Eu não sou feito de açúcar
para derreter na chuva.
Eu tenho força nas pernas
para lutar contra o vento!
E enquanto o vento soprava
e enquanto a chuva caía,
que nem um pinto molhado,
teimoso como ele só:
— Gosto da chuva com vento,
gosto de vento com chuva!
tem.pes.ta.de sf (lat tempestate)
1 Agitação violenta da atmosfera, acompanhada muitas vezes de relâmpagos, trovões, chuva e granizo. 2 Temporal no mar, caracterizado pelo encapelamento das ondas e pela agitação do vento; procela. 3 Grande estrondo; explosão súbita e ruidosa. 4 Agitações civis num Estado. 5 Agitação, desordem, perturbação. 6 Grande agitação moral. Antôn (acepções 1 e 2): bonança; (acepções 4 e 5): calma. T. de neve, Meteor: tempestade formada por vento forte, acompanhado de neve. T. magnética: oscilação súbita e irregular indicada pelas agulhas magnéticas, numa vasta extensão do globo terrestre, no mesmo instante. T. seca: tempestade desacompanhada de chuva. Fazer tempestade em copo d'água: fazer estardalhaço, grande agitação por motivo insignificante.
1 Agitação violenta da atmosfera, acompanhada muitas vezes de relâmpagos, trovões, chuva e granizo. 2 Temporal no mar, caracterizado pelo encapelamento das ondas e pela agitação do vento; procela. 3 Grande estrondo; explosão súbita e ruidosa. 4 Agitações civis num Estado. 5 Agitação, desordem, perturbação. 6 Grande agitação moral. Antôn (acepções 1 e 2): bonança; (acepções 4 e 5): calma. T. de neve, Meteor: tempestade formada por vento forte, acompanhado de neve. T. magnética: oscilação súbita e irregular indicada pelas agulhas magnéticas, numa vasta extensão do globo terrestre, no mesmo instante. T. seca: tempestade desacompanhada de chuva. Fazer tempestade em copo d'água: fazer estardalhaço, grande agitação por motivo insignificante.
A Tempestade
A tempestade me trás calma
estranhamente me trás calma.
Sou tormento.
Gosto dos ventos
gosto dos raios
que por instantes iluminam este abismo
onde respiramos
onde comemos
onde morremos.
Deixa que a chuva molhe
este corpo que a terra há de comer
Deixa que a chuva lave
as manchas que este alma deve conter.
A tempestade me trás calma
estranhamente me trás calma.
Sou tormento.
Gosto dos ventos
gosto dos raios
que por instantes iluminam este abismo
onde respiramos
onde comemos
onde morremos.
Deixa que a chuva molhe
este corpo que a terra há de comer
Deixa que a chuva lave
as manchas que este alma deve conter.
As Gralhas na Tempestade
As dificuldades não são um castigo, mas desafios, oportunidades para brincar com a tempestade. É isso exatamente que fazem as gralhas. Quando os outros pássaros se apavoram e buscam um refugio, as gralhas se deliciam.
Viagem Interior:
Na plena Luz da sua consciência imagine seu lugar de poder,
perto duma cachoeira, escutando o barulho da água, respirando esse cheiro verde de folhas, sentindo a brisa acariciar seu rosto, seus braços, suas pernas.
Ande na mata.
O Céu está escuro, escurecendo cada vez mais.
Uma Tempestade está se despertando no horizonte.
Veste um corpo de Gralha e voa ao topo de um velho eucalipto, observando, com prazer, a dança dos relâmpagos que se aproximam.
De repente, o vento em fúria cavalga as árvores.
A violência do vento toma você nos seus braços, leva você para cima, para mais alto, para as alturas.
Fechando as asas, mergulha no abismo, caindo como uma pedra, deliciando-se com a velocidade, com a velocidade crescente.
No último momento, perto do chão, abrindo as asas, desliza como um relâmpago bem perto das ervas torcidas de vento.
Girando, abrindo suas asas às rajadas do temporal.
O temporal atira você para a esquerda, para cima, precipita você para baixo, e você desliza para as alturas.
Voa com as asas da Tempestade.
Desliza nos corredores aéreos, deixando a velocidade levar você cada vez mais, subindo... descendo... brincando...
voando com as próprias asas da Tempestade.
Voando em um mar de relâmpagos.
Você voa com as asas da Tempestade.
Deliciando-se. Turbilhonando nos turbilhões.
Subindo montanhas de ar.
Descendo precipícios.
Tirando seu Poder da própria Tempestade.
Voando a gloriosa dança dos elementos, da chuva e dos relâmpagos.
Voando no imprevisto das rajadas do vento, para a direita, para cima, para a esquerda.
Voando com as asas da Tempestade.
Tirando seu Poder da própria Tempestade.
As dificuldades não são um castigo, mas desafios, oportunidades para brincar com a tempestade. É isso exatamente que fazem as gralhas. Quando os outros pássaros se apavoram e buscam um refugio, as gralhas se deliciam.
Viagem Interior:
Na plena Luz da sua consciência imagine seu lugar de poder,
perto duma cachoeira, escutando o barulho da água, respirando esse cheiro verde de folhas, sentindo a brisa acariciar seu rosto, seus braços, suas pernas.
Ande na mata.
O Céu está escuro, escurecendo cada vez mais.
Uma Tempestade está se despertando no horizonte.
Veste um corpo de Gralha e voa ao topo de um velho eucalipto, observando, com prazer, a dança dos relâmpagos que se aproximam.
De repente, o vento em fúria cavalga as árvores.
A violência do vento toma você nos seus braços, leva você para cima, para mais alto, para as alturas.
Fechando as asas, mergulha no abismo, caindo como uma pedra, deliciando-se com a velocidade, com a velocidade crescente.
No último momento, perto do chão, abrindo as asas, desliza como um relâmpago bem perto das ervas torcidas de vento.
Girando, abrindo suas asas às rajadas do temporal.
O temporal atira você para a esquerda, para cima, precipita você para baixo, e você desliza para as alturas.
Voa com as asas da Tempestade.
Desliza nos corredores aéreos, deixando a velocidade levar você cada vez mais, subindo... descendo... brincando...
voando com as próprias asas da Tempestade.
Voando em um mar de relâmpagos.
Você voa com as asas da Tempestade.
Deliciando-se. Turbilhonando nos turbilhões.
Subindo montanhas de ar.
Descendo precipícios.
Tirando seu Poder da própria Tempestade.
Voando a gloriosa dança dos elementos, da chuva e dos relâmpagos.
Voando no imprevisto das rajadas do vento, para a direita, para cima, para a esquerda.
Voando com as asas da Tempestade.
Tirando seu Poder da própria Tempestade.
